Filhos ilustres


Filhos ilustres de Caetanópolis

OBS: Por ser Caetanópolis uma cidade jovem, com pouco mais de 50 anos de emancipação, alguns de seus filhos mais ilustres nasceram em outros municípios e aqui passaram boa parte de suas vidas. A intenção, portanto, é homenagear aqueles caetanopolitanos "de coração", que levaram o nome da cidade além de suas fronteiras. É certo que muitos outros nomes podem ser incluídos nesta lista, e que aos poucos, com as sugestões recebidas, farão parte da galeria de caetanopolitanos ilustres.

Clara Nunes

Clara Francisca Gonçalves Pinheiro nasceu em 12 de agosto de 1942 no Cedro, hoje Caetanópolis e distrito de Paraopeba na época, sendo caçula em uma família de sete irmãos.
Desde cedo mostrou aptidão para a música, característica esta herdada do pai. Aos 14 anos vence em 1º lugar um concurso de calouros na Rádio Cultura de Sete Lagoas. Em seguida, muda-se para Belo Horizonte, onde passa a cantar no coro da Igreja da Renascença. Ali é descoberta pelo compositor mineiro Jadir Ambrósio que a leva para cantar no rádio.

Em 1966, Clara consegue gravar seu 1º LP (Amor quando é amor) e a partir de 1969 passa a gravar samba. Na década de 70 sua carreira atinge o auge, gravando vários sucessos como: O mar serenou, Conto de Areia, Meu sapato já furou, Tristeza pé no chão, Morena de Angola, etc.
Clara Nunes gravou 15 discos e levou nossa música para fora do país, cantando em Cuba, Estados Unidos, Japão, Portugal, França, etc. Devido a um choque anafilático durante cirurgia de varizes, Clara morre aos 41 anos, em 2 de abril de 1983.




Maria Helena Ribeiro

Maria Helena Ribeiro nasceu no Cedro em 1934, sendo filha de Hermínio José Ribeiro e Maria José Mota Ribeiro.

Morou no Canadá e Europa, dominando os idiomas inglês e francês. Retornou à terra natal, quando passou a lecionar inglês em Paraopeba.


Maria Helena escreveu dois romances: Fazenda da Ponte , no qual conta uma história passada na antiga fazenda que deu origem ao povoado do Cedro, e Gente simples de minha terra , em cuja capa retrata o casarão onde morou em Caetanópolis.
Maria Helena faleceu em 1981.



Mercês Maria Moreira


A escritora Mercês Maria Moreira nasceu em Paraopeba e passou parte da infância no Cedro, como relata em seu livro "Aldeia de Outrora ", uma verdadeira declaração de amor ao passado de Caetanópolis. Mercês publicou desde 1951 diversas obras, incluindo Guirlanda de Magnólias , Além da Saudade , Cantigas de Neve , Balada para Guilherme Mascarenhas Dalle (homenagem ao grande médico de Caetanópolis), Um anjo desceu do céu e várias outras. O talento de Mercês é reconhecido pelos diversos prêmios que já ganhou no Brasil e até em Portugal.


Capa do seu livro Aldeia de Outrora , com fotos da antiga Igreja de Santo Antônio e a casa de Antonino Pinto Mascarenhas, situada à rua Padre Chaves.


Mercês (ao centro) com seus amigos Margarida Prado e Antônio Joaquim Mascarenhas (2002)





Zé Bedeu

Caetanópolis não pode deixar de prestar homenagem ao maestro Zé Bedeu, apelido de José Araújo Cardoso. Dedicado à música desde cedo, ele foi por muitos anos o regente da Euterpe Santa Luzia , que até hoje abrilhanta as festas e comemorações de Caetanópolis. 

Zé Bedeu nasceu em 22 de julho de 1910 e trabalhou na fábrica de tecidos até a aposentadoria. Além do trabalho na seção de tecelagem, dedicou o tempo de folga ao ensino da música a mais de uma geração. Sob sua regência, a banda de música ficou conhecida nacionalmente, ganhando vários prêmios. 


Zé Bedeu faleceu aos 85 anos em 1995, deixando saudades aos amantes da boa música. Para homenageá-lo, os caetanopolitanos deram seu nome à avenida construída às margens do córrego Traíras.



Dr. Guilherme

Guilherme Mascarenhas Dalle nasceu em 27 de agosto de 1905. Filho de Policena Mascarenhas e Afonso Dalle, era neto de Caetano Mascarenhas, um dos fundadores da fábrica de tecidos e homenageado no nome de Caetanópolis. 

Casado com Eunice Albuquerque Mascarenhas, teve 8 filhos. Ao formar em medicina veio para o distrito do Cedro e lutou para fundar o Hospital Dr. Pacífico Mascarenhas, por muitos anos o único da região. No início da década de 1960 participou ativamente da política, ocupando o cargo de prefeito de Caetanópolis. 

Dr. Guilherme também era fazendeiro e amante da natureza. Sob sua coordenação, quando presidente do Sindicato Rural de Paraopeba e Caetanópolis, a Exposição Agropecuária teve seu auge, com grande variedade de atrações e exibição de animais exóticos.
Com a morte da esposa, D. Eunice, Dr. Guilherme casou-se em segundas núpcias com Maria Carmen. Adoentado, faleceu em 02 de fevereiro de 1992, aos 86 anos, deixando muitos amigos e muitas vidas salvas por suas mãos de mestre. 



Foto: Inauguração do busto do Dr. Guilherme nos jardins do Hospital Dr. Pacífico Mascarenhas.


João Alves Pereira (ex-combatente da 2ª Guerra)
João Alves Pereira, nascido em 25 de dezembro de 1921 no Cedro (na época, distrito de Paraopeba), trabalhou dos 11 aos 20 anos na fábrica de tecidos Cedro e Cachoeira, quando saiu para se alistar no Exército em São João Del Rey. Ao término, foi enviado para o Rio de Janeiro, de onde embarcou para a Itália para participar da 2ª Grande Guerra Mundial, no período de 06/10/1944 a 11/08/1945, incorporado ao Regimento Sampaio.

Quando retornou à sua cidade natal, foi recebido pelo prefeito da época como herói, com festa e banda de música. Retornou ao serviço na fábrica de tecidos, onde aposentou por tempo de serviço. Recebeu o Diploma da Medalha de Campanha criada por decreto lei nº 6.795 de 17 de agosto de 1944, por ser integrante da FEB (Força Expedicionária Brasileira), participando de operações de guerra na Itália, sem nota desabonadora.


João Alves casou em 1948 com Alferina Alves Santana (falecida), onde teve seus 5 filhos. Foi homenageado pelo Governo Federal passando para Cabo Reformado em 1982, e novamente mereceu mais uma condecoração passando a Segundo Tenente.


Aos 94 anos, lúcido, ainda participa das comemorações do exército como ex-combatente de guerra. João Alves mora atualmente em Curitiba, onde sempre manifesta desejo de realizar o sonho de voltar para sua terra natal.  (Depoimento fornecido por familiares)




Roberta Campos



Roberta Campos, nascida em Caetanópolis e moradora da vizinha Paraopeba, iniciou sua carreira com a banda Pop Troti, de Sete Lagoas-MG, com a qual chegou a gravar um compacto com 5 músicas. 

Sua carreira solo iniciou com o disco Para Aquelas Perguntas Tortas (2008). Neste disco independente ela realizou todo o trabalho de composição, gravação e fez até o encarte do disco por conta própria. Com o bom recebimento do primeiro disco pelas rádios, Roberta foi contratada para o catálogo da gravadora Deckdisc, na qual gravou o disco Varrendo a Lua (2010), onde teve maior reconhecimento nacional com a canção "De Janeiro a Janeiro", com participação do cantor Nando Reis.

Neste disco, além de canções próprias, Roberta canta "Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor", de Lô Borges e Márcio Borges. Também no mesmo álbum está "Sinal de Fumaça", composta em parceria com Nô Stopa, e "Felicidade", com Carolina Zocoli. Esse álbum teve três canções em novelas. "Varrendo a Lua" em Malhação da Rede Globo, "De Janeiro a Janeiro" na telenovela Rebelde, na Record. Em 2013, essa canção entrou na trilha de Sangue Bom, também na Rede Globo. 

Em 2016, a canção "Minha Felicidade" entrou para a trilha sonora da novela Sol Nascente como tema de abertura. Em setembro de 2016,  o quarto álbum da cantora Todo Caminho É Sorte (2015) foi indicado ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, mas não venceu a categoria.